Browsing by Author "Amaral, N"
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- Diabetes Gestacional - Rastreio Pós-PartoPublication . Carocha, A; Rijo, C; Amaral, N; Aleixo, F; Rocha, TIntrodução: Um terço das mulheres com diabetes gestacional terá o diagnóstico de diabetes ou alteração do metabolismo da glicose no rastreio pós-parto. Objectivo: Avaliar a percentagem de mulheres submetidas a rastreio pós-parto e associar o resultado com a história materna. Métodos: Estudo retrospectivo de 1013 gravidezes com diabetes gestacional (2005-2009). Dividiu-se a população em dois grupos de acordo com o resultado: normal (grupo 1) e com diabetes ou alteração do metabolismo da glicose (grupo 2). Para ambos os grupos foram avaliados: idade materna, índice de massa corporal, ganho de peso na gravidez, idade gestacional do diagnóstico, necessidade de administração de insulina, factores de risco para diabetes gestacional e peso do recém-nascido. Resultados: O rastreio pós-parto foi realizado em 76,8% das mulheres (n=778). O teste foi considerado normal (grupo 1) em 628 mulheres(80,7%) e alterado (grupo 2) em 150 mulheres (19,3%). O Grupo 2 teve mulheres mais velhas (idade média de 34 vs 33 anos;p-value 0,013), com maior índice de massa corporal (28,5 vs 25,8kg / cm2; p-value 0,000), maior número de mulheres com história familiar em primeiro grau de diabetes mellitus (50,3% vs 39,9%; p-value 0,026) e história pessoal de macrossomia prévia (12,1% vs 5,4%; p-value 0,003). O diagnóstico mais precoce da diabetes gestacional foi também feito nesse grupo (27 vs 31 semanas; p-value 0,000) e uma maior percentagem efectuou insulina (41% vs 15%; p-value 0,000), tendo iniciado mais cedo a sua administração (28 vs 30 semanas; p-value 0,010). Verificou-se uma maior percentagem de grávidas multíparas no grupo 2 (64% vs 49,4%; p-value = 0,001) e um maior número de casos de recém-nascidos grandes para a idade gestacional (17,1% vs 8,3%; p-value = 0,001). A história pessoal de diabetes gestacional e ganho de peso durante a gestação foi semelhante nos dois grupos. Conclusões: As mulheres com alteração nos resultados do rastreio pós-parto são geralmente mais velhas, mais pesadas, multíparas, com história familiar em primeiro grau de diabetes Mellitus e história pessoal de macrossomia prévia. O diagnóstico de diabetes gestacional foi mais precoce neste grupo, mais frequentemente necessitaram de terapêutica com insulina com início mais cedo e verificou-se um maior número de recém-nascidos grandes para a idade gestacional.
- Diabetes Gestacional e Hemoglobina A1cPublication . Carocha, A; Rijo, C; Amaral, N; Aleixo, F; Rocha, TIntrodução: Há estudos que revelam que a Hemoglobina A1c (HbA1c) é um indicador confiável do controlo glicémico em grávidas com diabetes gestacional (DG). Objetivo: Relacionar os níveis de HbA1c no terceiro trimestre e o prognóstico materno-fetal. Tipo de estudo: Retrospetivo. População: Quatrocentos e setenta e quatro mulheres vigiadas na consulta de diabetes e gravidez com o diagnóstico de DG. Métodos: Dividiu-se a população em dois grupos: HbA1c <6% (grupo um) e HbA1c ≥6% (grupo dois). Foram avaliados: fatores de risco para diabetes gestacional, ganho de peso na gravidez, idade gestacional (IG) do diagnóstico, complicações na gravidez, administração de insulina, IG no parto, peso ao nascer e resultado do rastreio pós-parto. Resultados: No grupo um obteve-se 420 mulheres e no grupo dois 54. O grupo dois havia mulheres com maior IMC (27 vs 29 kg / cm2; p-value 0,007), história pessoal de diabetes gestacional(14,3% vs 27,6%; p-value 0,004) e macrossomia prévia (7,6% vs 14,8%; p-value 0,039). Neste mesmo grupo uma maior percentagem de grávidas efetuou insulina (28,6% vs 48,1%; p-value 0,005) e apresentou maior ganho de peso durante a gravidez (24,8% vs 55,6%; p-value 0,000). Verificou-se um maior número de casos de recém-nascidos grandes para a IG (6,7% vs 20,4%; p-value = 0,002) e uma maior percentagem de mulheres apresentou alteração no rastreio pós-parto (15,8% vs 47,5%; p-value = 0,000). Conclusões: As mulheres com valores de HbA1c ≥6% são mais pesadas, com história pessoal de DG e macrossomia prévia, mais frequentemente necessitaram de terapêutica com insulina e apresentam maior ganho de peso. Verificou-se um maior número de casos de recém-nascidos grandes para a IG e uma maior percentagem de mulheres apresentou alteração no rastreio pós-parto.
- Diabetes Gestacional nos Anos 2000 e 2010: Retrato de uma Sociedade?Publication . Simões, A; Robalo, R; Gomes, G; Aleixo, F; Amaral, N; Guerra, SObjetivos: O objetivo deste trabalho foi comparar as características de mulheres com diagnóstico de diabetes gestacional, em 2 anos, separados por uma década. Tipo de estudo: Estudo retrospetivo. Local: Maternidade Dr. Alfredo da Costa. População: Grávidas vigiadas na nossa instituição com diagnóstico de diabetes gestacional nos anos de 2000 (103 mulheres) e 2010 (299 mulheres). Métodos: Foram comparados 2 grupos de grávidas: as grávidas vigiadas no ano 2000 e as vigiadas em 2010. Resultados: No ano 2010 verificou-se um aumento estatisticamente significativo das mulheres com naturalidade estrangeira e do nível de escolaridade. O recurso a insulinoterapia para controlo metabólico diminuiu no mesmo grupo, tal como a taxa de cesarianas, tendo-se verificado um aumento da percentagem de mulheres reclassificadas no pós-parto. Conclusões: A maior percentagem de estrangeiras e o aumento da escolaridade média reflete as alterações sociodemográficas que a população residente sofreu. A maior ênfase dada nos últimos anos ao cuidado nutricional permitiu diminuir a insulinoterapia. Estas diferenças poderão refletir um maior controlo das grávidas com diabetes gestacional.
- Existem Diferenças Entre a Primeira e a Segunda Gravidez com Diabetes Gestacional?Publication . Marques, C; Rocha, S; Amaral, N; Aleixo, F; Guerra, SIntrodução: As mulheres com antecedentes de Diabetes Gestacional (DG) têm um risco aumentado de recorrência em futuras gestações. Objectivo: Caracterizar a primeira e segunda gravidez com DG, na mesma mulher, e avaliar eventuais diferenças. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de mulheres com duas gravidezes com DG que frequentaram a Consulta de Diabetes e Gravidez na nossa instituição, entre 2004 e 2010 (n=65). Foram analisadas variáveis a partir da consulta dos processos clínicos: idade, índice obstétrico, antecedentes familiares de Diabetes, índice de massa corporal (IMC) pré-concepcional, ganho ponderal na gravidez, idade gestacional (IG) do diagnóstico, terapêutica com insulina, IG do início de terapêutica e dose total, IG parto, tipo parto, complicações perinatais e resultados da prova de reclassificação. Analisaram-se os dados utilizando o SPSS 17ª Edição. Resultados:Na 2ª gravidez com DG verificou-se: IMC médio e percentagem de mulheres obesas pré-concepcional superiores; ganho ponderal gestacional médio inferior; diagnóstico de DG mais precoce e número de grávidas com necessidade de terapêutica com insulina superior; assiduidade na prova de reclassificação superior. Conclusões: Os resultados reflectem uma provável melhor adesão aos cuidados nutricionais na 2ª gravidez, tal como maior percepção do risco de desenvolvimento de Diabetes Melittus tipo 2 no futuro.
- Factores Preditores de Pré-Eclâmpsia na Diabetes Pré-GestacionalPublication . Figueiredo, A; Robalo, R; Rocha, T; Amaral, N
- Influência da Nacionalidade nos Resultados Obstétricos e Perinatais numa Coorte de Grávidas com Diabetes GestacionalPublication . Torres, R; Carrilho, B; Aleixo, F; Rocha, T; Amaral, NIntrodução: A Diabetes gestacional está associada a complicações maternas e perinatais. Objectivo: Avaliar a influência da nacionalidade nos resultados obstétricos e perinatais em grávidas com Diabetes gestacional. Metodologia: Estudo de todas as gestações simples consecutivas complicadas por Diabetes gestacional, vigiadas na nossa instituição em 2005-09 (n=921). Foram estabelecidos 2 grupos, um de grávidas portuguesas (grupo 1, n=730) e outro de grávidas oriundas de outros países (grupo 2, n=191). Avaliaram-se dados demográficos, factores de risco para Diabetes gestacional, hemoglobina glicosilada, necessidade de insulina, complicações hipertensivas, hidrâmnios, idade gestacional no parto, tipo de parto, peso ao nascer, índice de Apgar, internamento em unidade de cuidados intensivos neonatais e diagnóstico de Diabetes mellitus pós-parto. Todas as análises estatísticas foram efectuadas em SPSS 17ª Edição. Resultados: No grupo 2 assistiu-se a um controlo metabólico mais difícil, maior percentagem de hidrâmnios e macrossomia fetal. Conclusões: O controlo metabólico na Diabetes gestacional é diferente em grávidas provenientes de países diferentes. Os hábitos alimentares e religiosos que condicionam a educação nutricional durante a gravidez, associados à barreira linguística podem ser responsáveis pelas diferenças encontradas. Uma maior compreensão dos factores multiculturais com posterior adequação dos cuidados poderá permitir melhores resultados obstétricos e perinatais.
- Late Stillbirth: a Ten Year Cohort StudyPublication . Robalo, R; Pedroso, C; Amaral, N; Soares, CIntroduction: Late fetal death is a desolating event that inspite the effort to implement new surveillance protocols in perinatal continues to defy our clinical pratice. Objective: To examine etiological factors contributing to main causes and conditions associated with fetal death in late pregnancies over a 10-year period. Methods: Retrospective cohort analysis of 208 late singleton stillbirth delived in a tertiary-perinatal referral maternity over a 10-year period. Clinical charts, laboratory data and feto-placental pathology findings were systematically reviewed. Results: The incidence of late fetal demise was 3.5 per 1000 pregnancies. No significant trend in the incidence of stillbirth was demonstrated during the study period. Stillbirth was intrapartum in 12 (5.8%) cases and 72 (35%) were term pregnancies. Fourteen percent of cases were undersurveilled pregnancies. Mean gestacional age at diagnosis was 34 weeks. The primary cause of death was fetal, it was present in 59 cases, 25% were considered small for gestational age. Stillbirths were unexplained in 24.5% of cases. Maternal medical disorders were identified in 21%. Hypertensive disorders were frequent and associated with early gestacional age (p = 0.028). Conclusion: There was no change in the incidence of late stillbirth during the 10 years under evaluation. The incidence was 3.5 ‰ which was identical to that described in developed countries. About one quarter of the stillbirths was unexplained. The most frequent maternal pathology was chronic hypertension.
- Maternal Educational Level and the Risk of Persistent Post-Partum Glucose Metabolism Disorders in Women with Gestational Diabetes MellitusPublication . Gante, I; Ferreira, AC; Pestana, G; Pires, D; Amaral, N; Dores, J; Almeida, MC; Sandoval, JLAIMS: Gestational diabetes mellitus (GDM) occurs in 5-15% of pregnancies, and lower maternal educational attainment has been associated with higher risk of GDM. We aimed to determine if maternal education level is associated with persistent post-partum glucose metabolism disorders in women with GDM. METHODS: Retrospective cohort study of women with GDM followed in 25 Portuguese health institutions between 2008 and 2012. Educational attainment was categorised into four levels. Prevalence of post-partum glucose metabolism disorders (type 2 diabetes mellitus, increased fasting plasma glucose or impaired glucose tolerance) was compared and adjusted odds ratios calculated controlling for confounders using logistic regression. RESULTS: We included 4490 women diagnosed with GDM. Educational level ranged as follows: 6.8% (n = 307) were at level 1 (≤ 6th grade), 34.6% (n = 1554) at level 2 (6-9th grade), 30.4% (n = 1364) at level 3 (10-12th grade) and 28.2% (n = 1265) at level 4 (≥ university degree). At 6 weeks post-partum re-evaluation, 10.9% (n = 491) had persistent glucose metabolism disorders. Educational levels 1 and 2 had a higher probability of persistent post-partum glucose metabolism disorders when compared to level 4 (OR = 2.37 [1.69;3.32], p < 0.001 and OR = 1.39 [1.09;1.76], p = 0.008, for level 1 and 2, respectively), an association that persisted in multivariable logistic regression adjusting for confounders (level 1 OR = 2.25 [1.53;3.33], p < 0.001; level 2 OR = 1.43 [1.09;1.89], p = 0.01). CONCLUSIONS: Persistent post-partum glucose metabolism disorders are frequent in women with GDM and associated with lower maternal educational level. Interventions aimed at this risk group may contribute towards a decrease in prevalence of post-partum glucose metabolism disorders.
- Morte Fetal Tardia - O Que Podemos Aprender?Publication . Amaral, N; Cordeiro, A; Soares, CResumo: Realizou-se um estudo retrospectivo, comparativo sobre gestações com idade gestacional (IG) igual ou superior a 28 semanas, cujo parto resultou no nascimento de nado morto (n= 111) ou de nado-vivo (n= 16863), entre 2000 a 2004, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa. Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas na comparação da idade materna (28,9 vs 29,3; p= 0,3) e etnia. O grupo de mulheres com idade> 35 anos foi inferior no grupo da mortalidade fetal (18% vs. 26%, p= NS). A grande multiparidade associou-se significativamente com morte fetal tardia (3,6 vs. 0,7; p<0,005). A análise dos factores etiológicos mostrou que na maioria destas situações se identificam causas placentares, maternas ou funiculares. A morte fetal inexplicada representa 36% dos casos. Conclusões: O estudo da fetomortalidade é importante no esclarecimento dos pais e permite identificar etiologias passíveis de prevenção. A morte fetal inexplicada constitui ainda uma parcela significativa na mortalidade perinatal. A Fetopatologia e o estudo anatomo-patológico da placenta constituem instrumentos fundamentais para a sua compreensão.
- Prognóstico Obstétrico de Pacientes Portadoras de Diabetes Mellitus Pré-GestacionalPublication . Robalo Fernandes, R; Simões, AF; Figueiredo, AC; Ribeiro, AR; Aleixo, F; Teixeira, S; Guerra Aragüés; Amaral, NOBJETIVO: Avaliar as alterações epidemiológicas, de perfil clínico e de prognóstico obstétrico em pacientes portadoras de diabetes mellitus pré-gestacional. MÉTODOS: Estudo retrospetivo (coorte) de todas as gestações simples, com diagnóstico de diabetes prévio que foram seguidas num centro com apoio perinatal diferenciado entre 2004 e 2011 (n=194). Analisaram-se tendências relacionadas com dados demográficos e variáveis clínicas maternas, dados de indicadores de cuidados pre-concepcionais e durante a gravidez, e de controle metabólico. Dados do parto como a idade gestacional(IG) do parto, via do parto e peso do neonato foram variáveis também estudadas. RESULTADOS: A frequência global de diabetes prévia, durante o período estudado, foi de 4,4 por mil, não se verificando variações significativas durante o período de estudo. Os casos de diabetes tipo 2 permaneceram constantes. Em 67% dos casos o parto foi de termo(máximo de 80% em 2010–2011), registrou-se uma redução significativa dos partos por cesárea eletiva (p=0,03) e na incidência de neonatos considerados grandes para a IG (p=0,04) ao longo dos anos em estudo. Apesar dos bons resultados relacionados com o controle metabólico ao longo da vigilância da gravidez não foi registrada nenhuma melhora ao longo do tempo. Da mesma forma a proporção de gestantes diabéticas com avaliação pre-concepcional permaneceu pouco animadora. CONCLUSÕES: O seguimento de gestantes portadoras de diabetes mellitus em unidades multidisciplinares parece permitir um ajuste metabólico tão precoce quanto possível, de forma a conseguir melhorar o prognóstico obstétrico. A melhora nos cuidados pré-concepcionais continua sendo um desafio.