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Encefalopatia Hipóxico-Isquémica por Asfixia Perinatal: Evolução a Curto e Longo Prazo

dc.contributor.authorLeal, E
dc.contributor.authorMascarenhas, A
dc.contributor.authorPereira-da-Silva, L
dc.contributor.authorNeto, MT
dc.contributor.authorSerelha, M
dc.date.accessioned2013-01-30T11:36:10Z
dc.date.available2013-01-30T11:36:10Z
dc.date.issued2011
dc.description.abstractIntrodução: A encefalopatia hipoxico-isquémica (EHI) é uma causa importante de mortalidade e morbilidade a longo prazo. Estima-se que anualmente ocorram 1 a 8 casos /1000 nascimentos. A asfixia perinatal mantida é a causa mais frequente de EHI. Objectivo: Avaliar a evolução a curto e longo prazo de crianças com EHI devido a asfixia perinatal. Metodologia: Estudo prospectivo histórico. População: Recém-nascidos (RN) consecutivos, nascidos na maternidade do HDE, com idade gestacional ≥ 37 semanas, admitidos na UCIN com os diagnósticos de EHI e asfixia perinatal, sem anomalias congénitas major. Período: 04/04/2001 – 31/12/2010. Variáveis: morbilidade, sobrevivência e sequelas. Covariáveis: peso ao nascer, idade gestacional, índice de Apgar, eventos peri-parto e tipo de parto. Resultados: Dos 19365 nados-vivos (NV), foram incluídos 28 RN (incidência 1,4/1000). Características da amostra: 68 % do sexo masculino; peso médio ao nascer 3180 g, mediana da idade gestacional 39,4 semanas. Índice de Apgar: moda ao 1º, 5º e 10º minuto, respectivamente 2, 5 e 7. Eventos peri-parto mais frequentes: líquido amniótico meconial (46,4%), alterações cardiotocográficas (50%) e circular cervical apertada (10,7%). Em 67,8% dos casos, foi realizada cesariana de emergência. Todos os RN necessitaram de manobras de reanimação. Desenvolveram EHI: ligeira 12 (42,9%), moderada 7 (25%) e grave 9 (32,1%). Ocorreram convulsões em 66% dos RN e disfunção multiorgânica em 12 RN (42,9%). Dos exames de imagem, a ecografia transfontanelar (ECOTF) foi realizada em 89,3% dos casos, o electroencefalograma (EEG) em 67,9% e a RMN em 32,1%. A ECOTF revelou alterações sugestivas de EHI em todos os casos; o EEG evidenciou anomalia da actividade eléctrica em 73,7% e a RMN revelou achados compatíveis com EHI em 100%. Houve 3 óbitos. Dos sobreviventes, 75% foram seguidos em consulta hospitalar, apresentando como sequelas graves paralisia cerebral (22,2%), atraso global do desenvolvimento (16,6%), epilepsia (11,1%), surdez neurossensorial (5,6%) e hemiparésia (5,6%). Conclusões: A incidência de EHI por asfixia foi 1,4/1000 NV. Verificou-se EHI ligeira em 42,8% dos casos. A mortalidade foi de 14,3%. Nos 18 casos seguidos, 38,9% não apresentavam sequelas ou tinham sequelas ligeiras. Apenas um caso foi submetido a hipotermia, sendo esta uma terapêutica promissora.por
dc.identifier.citationIN: Reunião da Área da Pediatria Médica; 2011, 19 Outubro. HDE, Lisboapor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.17/988
dc.language.isoporpor
dc.publisherUnidade de Cuidados Intensivos Neonatais; Hospital Dona Estefânia, Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPEpor
dc.subjectEncefalopatia Hipóxico-Isquémiapor
dc.subjectAsfixia Perinatalpor
dc.subjectHipotermiapor
dc.subjectSequelaspor
dc.subjectHDE UCI NEO
dc.titleEncefalopatia Hipóxico-Isquémica por Asfixia Perinatal: Evolução a Curto e Longo Prazopor
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dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typeconferenceObjectpor

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