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Abstract(s)
Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) é causada por uma anomalia cardíaca, com sinais típicos, recomendando-se uma abordagem interdisciplinar (McDonagh et al., 2021). Um adequado planeamento de alta tem impacto na eficiência e satisfação do doente (Escoval et al., 2010).
Objetivos: Evidenciar os ganhos da interdisciplinaridade nos cuidados à pessoa com IC.
Material e métodos: Clinicamente, destaca-se miocardiopatia dilatada com IC, NYHA III-IV. Antecedentes: IC com 6 internamentos/ano, insuficiência respiratória global (sob Oxigenioterapia longa duração 1L/m). Na admissão, exame objetivo: dispneia e dificuldade em articular frases, perfil hipertenso, taquicardico, SpO297% sob 3L/m. À auscultação: tons arrítmicos, taquicardíacos, Murmúrios Vesiculares diminuídos nas bases, fervores bibasais. Membros inferiores com edema. Radiografia tórax com aumento do Índice Cardiotorácico e estase nos campos inferiores. Apresentava: 76,8Kg, cansaço a mínimos esforços, dependência elevada nas Atividades Vida diária (AVD), dificuldade na terapêutica. Identificaram-se diagnósticos enfermagem: Dispneia Presente, Posicionar-se/Vestuário dependente grau elevado, Alimentar-se/Higiene/Sanitário/Movimento muscular dependente grau moderado, Gestão do Regime terapêutico comprometida.
O doente vive com esposa. Tem 2 filhas, sem disponibilidade para apoio presencial. Reconhecem-se indicadores de risco social: Problema social (Escala Gijón=15), Dependência funcional, desconhecimento dos recursos da comunidade/direitos, iliteracia em saúde e incapacidade familiar de apoio.
Admitiu-se o doente no “Plano Integrado de Alta Hospitalar”, informando-se a Unidade de Saúde sobre o internamento. Cumpriu levosimendan. e furosemida. Fez-se desmame de O2 até ao basal. Procedeu-se ao treino de estratégias de conservação de energia, posições de
descanso e AVD. Realizou-se exercício aeróbio e desmitificou-se crenças sobre terapêutica. Orientou-se para direitos sociais. Agendou-se conferência familiar.
Resultados: Verificou-se que o incumprimento desencadeou a descompensação (dosagens prescritas e administradas diferentes), devido a inadequação da comunicação e por falta de apoio para detetar erros na administração.
Definiu-se como plano com a pessoa e família: apoio domiciliário (AVD e medicação) e envolvimento familiar. Enviou-se informação à equipa da Unidade de Saúde que, pós-alta, constatou adesão ao regime terapêutico. O doente foi reavaliado em consulta: maior autonomia e tolerância ao esforço, com consequente ganho em saude e eficácia organizacional.
Conclusões: A abordagem interdisciplinar ao doente com IC é impreterível para se evitarem hospitalizações (McDonagh et al., 2021). A aplicação de uma alta integrada em doentes de alto risco clínico/social melhora o planeamento dos cuidados, assegurando a sua continuidade e segurança de cuidados.
Description
Keywords
HSM CAR Interdisciplina Saúde Insuficiência Cardíaca
Citation
IN: II Congresso Português Associação Científica dos Enfermeiros; 2024, 21 a 23 Fev. Lisboa, Portugal
Publisher
Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Marta, Unidade Local de Saúde São José