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- Acuidade Diagnóstica da Angiografia por TC nas Lesões Infrapopliteias de Doentes com Pé Diabético Submetidos a Revascularização EndovascularPublication . Sousa Pereira, JA; Vaz Costa, N; Neves, J; Bilhim, TIntrodução: A angiografia por tomografia computorizada (AngioTC) é aceite como técnica para seleção de doentes com doença arterial periférica candidatos a terapêutica endovascular ou cirúrgica. Não existe suficiente evidencia em relação à sua acuidade em doentes com pé diabético e patologia infrapopliteia. Objetivo: Avaliar a acuidade diagnóstica da AngioTC nas artérias infrapopliteias em doentes com pé diabético. Métodos: Estudo unicêntrico retrospetivo dos achados AngioTC e da angiografia digital de subtração em 14 doentes submetidos a revascularização endovascular periférica com pé diabético. A sensibilidade e especificidade da AngioTC foram calculadas para cada segmento arterial de acordo com uma classificação modificada da classificação de Rutherford. Resultados: A sensibilidade e especificidade global da AngioTC na deteção de lesões estenóticas significativas foi de 1 (95% C.I. 0.89-1) e 0.7 (95% C.I. 0.35-0.93), respetivamente. Por segmento arterial a sensibilidade e especificidade foram de 0.96 (95% C.I. 0.88-0.99) e 0.86 (95% C.I. 0.57-0.98) na artéria tibial anterior, de 0.98 (95% C.I. 0.90-0.99) e 0.93 (95% C.I. 0.66-0.99) na artéria tibial posterior, de 0.93 (95% C.I. 0.83-0.98) e 0.72 (95% C.I. 0.42-0.92) na artéria peroneal, respetivamente. Conclusão: A AngioTC tem excelente acuidade diagnóstica e permite a triagem de doentes diabéticos com doença arterial periférica infrapopliteia.
- Análise Retrospectiva do Protocolo de Tratamento Utilizado na Consulta Multidisciplinar de Úlcera de Perna do Hospital dos Capuchos no Período entre 2002 e 1º Semestre 2006Publication . Dias Coelho, J; Clerigué, A; Neves, J; Pereira Alves, CAs úlceras de perna constituem uma importante patologia causando uma diminuição da qualidade de vida, hospitalizações frequentes e aumento da mortalidade e morbilidade. Têm uma incidência de 1% na população adulta, sendo que esta incidência atinge níveis de 10% nos escalões etários superiores a 70 anos. Cerca de 95% das úlceras são venosas, arteriais, mistas ou diabéticas, sendo as mais frequentes as úlceras venosas (70 a 80%). Com o objectivo de optimizar o tratamento e acompanhamento dos doentes com esta patologia, foi criada em 2002 uma Consulta de Referência Multidisciplinar de Úlcera de Perna, no Hospital dos Capuchos. Simultaneamente foi estabelecido um protocolo de referenciação/ tratamento com os Centros de Saúde da Unidade B da Sub-região de Saúde de Lisboa. Neste protocolo o doente é observado no contexto de uma equipa multidisciplinar. Os autores fizeram um estudo retrospectivo dos doentes observados nesta consulta no período entre 2002 e 1º semestre de 2006. Foram observados e acompanhados 294 novos doentes, tendo 80% idade superior a 60 anos. Em relação à etiologia das úlceras, 51,3% (n=151) eram venosas, 35,4% (n=104) eram diabéticas e 6,8% (n=20) eram arteriais. A área média das úlceras foi 23,9cm2 e o número médio de úlceras foi 1,6. A duração das úlceras tinha em 42,3% dos casos um período superior a 6 meses. Das 199 culturas positivas, 40,2% apresentavam Staphylococcus aureus, sendo 21,2% destes MRSA. Com o protocolo instituído, foi obtida uma taxa de cicatrização de 72,2%. 45,9% dos doentes tiveram uma cicatrização total da úlcera em menos de 2 meses, resultados estes que são muito positivos face às taxas de cicatrização de 6 meses referidas na literatura.
- Aneurisma Venoso Popliteu. Relato de 2 CasosPublication . Pereira, AM; Moniz, L; Formiga, A; Bilhim, T; Neves, JO aneurisma da veia popliteia (AVP) é uma entidada rara mas que comporta um risco importante de trombose venosa profunda (TVP) e consequente tromboembolismo pulmonar (TEP). Uma vez que a anticoagulação não é eficaz na prevenção dessas complicações, a cirurgia é o tratamento indicado pela quase totalidade dos autores. Apresentamos dois casos tratados no nosso serviço que ilustram o caráter pleomórfico desta doença – o primeiro manifestando-se como uma massa popliteia pouco sintomática e o segundo como um quadro semelhante a TVP numa doente cuja mãe falecera por TEP de causa não esclarecida. Ambos foram tratados pela técnica de aneurismectomia com venorrafia lateral, com bom resultado confirmado imagiologicamente ao fim de 6 meses. Fazemos ainda uma discussão com base na literatura. O AVP é uma entidade rara e de etiologia não esclarecida, cuja principal complicação é o TEP. O tratamento cirúrgico é a abordagem de eleição. A técnica cirúrgica utilizada de aneurismectomia com venorrafia lateral apresenta bons resultados e pode ser considerada curativa. Por esses motivos é uma doença a considerar no diagnóstico diferencial quer de massas popliteias quer de fenómenos tromboembólicos de repetição.
- Aneurismas Venosos Superficiais. Casuística, Casos Clínicos e Revisão da LiteraturaPublication . Neves, J; Sousa, V; Cavadas, D; Cabete, J; Formiga, AOs aneurismas venosos são uma entidade patológica pouco frequente, embora a sua deteção possa vir a aumentar como consequência da crescente utilização do ecodoppler como meio complementar de diagnóstico. Podem apresentar-se, clinicamente, como massas dos tecidos moles, ocasionalmente simulando hérnia ou adenopatia da região inguinal, particularmente os que surgem no sistema venoso superficial dos membros inferiores. Estão descritos na literatura casos de aneurismas venosos superficiais associados a tromboembolismo pulmonar. Considerando a potencial morbimortalidade, a abordagem terapêutica é cirúrgica na maioria dos casos. Os autores apresentam a sua casuística de aneurismas venosos superficiais num período de 20 anos, três casos clínicos mais exemplificativos e fazem uma revisão da literatura.
- Caracterização do Perfil Microbiológico e de Sensibilidade Antimicrobiana dos Microrganismos Isolados em Úlceras Diabéticas de Doentes de um Hospital PortuguêsPublication . Cabete, J; Moniz, L; Pinto, M; Neves, J; Alves, CP
- Clinical and Bacteriological Survey of Diabetic Foot Infections in LisbonPublication . Mendes, JJ; Marques-Costa, A; Vilela, C; Neves, J; Candeias, N; Cavaco-Silva, P; Melo-Cristino, JAIMS: An epidemiological survey of diabetic foot infections (DFIs) in Lisbon, stratifying the bacterial profile based on patient demographical data, diabetic foot characteristics (PEDIS classification), ulcer duration and antibiotic therapy. METHODS: A transversal observational multicenter study, with clinical data collection using a structured questionnaire and microbiological products (aspirates, biopsies or swabs collected using the Levine method) of clinically infected foot ulcers of patients with diabetes mellitus (DM). RESULTS: Forty-nine hospitalized and ambulatory patients were enrolled in this study, and 147 microbial isolates were cultured. Staphylococcus was the main genus identified, and methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) was present in 24.5% of total cases. In the clinical samples collected from patients undergoing antibiotic therapy, 93% of the antibiotic regimens were considered inadequate based on the antibiotic susceptibility test results. The average duration of an ulcer with any isolated multi-drug resistant (MDR) organism was 29 days, and previous treatment with fluoroquinolones was statistically associated with multi-drug resistance. CONCLUSIONS: Staphylococcus aureus was the most common cause of DFIs in our area. Prevalence and precocity of MDR organisms, namely MRSA, were high and were probably related to previous indiscriminate antibiotic use. Clinicians should avoid fluoroquinolones and more frequently consider the use of empirical anti-MRSA therapy.
- Custo-Efectividade do Ertapenem versus Piperacilina/Tazobactam no Tratamento de Infecções do Pé Diabético em PortugalPublication . Naik, S; Pereira, R; Cabete, J; Moniz, L; Neves, J; Jansen, JPObjectivo:Avaliar o custo-efectividade do ertapenem em comparação com a piperacilina/tazobactam no tratamento das infecções, moderadas a graves, no pé diabético em Portugal. Métodos:Foi efectuada uma análise de custo-efectividade utilizando um modelo de árvore de decisão que tem em conta o desenvolvimento de resistência antibiótica ao longo do tempo com a utilização crescente em vários doentes de um mesmo antibiótico. Esta análise baseou-se num estudo semelhante previamente publicado, realizado no Reino Unido. Foram avaliados custos directos, anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) e custos por QALY ganho. As taxas de erradicação microbiológica e de sucesso clínico foram adaptadas do estudo internacional SIDESTEP (Lipsky et al., 2005). Os custos directos associados ao tratamento das infecções do pé diabético são específicos de Portugal. O nível de incerteza dos dados foi determinado através de análises de sensibilidade probabilística. Resultados:Com base na eficiência inicial do ertapenem e da piperacilina/tazobactam reportadas no estudo SIDESTEP, o modelo utilizado sugeriu uma redução de custos de -228 euros (intervalo de confiança de 95% -1,818;916), e um ganho de QALY de 0,10 (intervalo de confiança de 95% -0,04; 0,28) quando as infecções do pé diabético são tratadas com ertapenem em detrimento da piperacilina/tazobactam. É expectável que o perfil de resistência antimicrobiana à piperacilina/tazobactam aumente a uma taxa superior ao do ertapenem após um período de utilização de 3 anos. Consequentemente, a utilização do ertapenem deverá resultar numa redução de custos -4,107 euros; intervalo de confiança de 95% -5,744; -2,930) e num ganho de QALY (0,97; 0,34; 1,71). Quando a taxa de resistência inicial ao ertapenem é superior à prevista com base no estudo SIDESTEP (0,2%), a redução de custos e os ganhos em QALY são menores. Conclusão:Tendo em conta os dados utilizados, o ertapenem pode constituir uma terapêutica mais custo-efectiva, quando comparada com a piperacilina/tazobactam no tratamento da infecção moderada a grave do pé diabético em Portugal. Contudo, reconhecem-se as limitações do presente estudo, que incluem a escassez ou ausência de dados nacionais fiáveis relativos à resistência aos antimicrobianos e à utilização de recursos.
- Dakin's Solution in the Treatment of Severe Diabetic Foot InfectionsPublication . Duarte, B; Formiga, A; Neves, JAcute necrotising diabetic foot (DF) infections are common, costly, and do not infrequently result in debilitating major lower-extremity amputations. Dakin's solution is a long-standing topical antiseptic that has shown benefit in this clinical setting, but its use is undermined by a presumed risk of cytotoxicity. In this single-centre case series, we retrospectively evaluated 24 patients with severe necrotising DF infections treated with a cyclical instillation of Dakin's solution at a referral multidisciplinary DF unit. Most patients achieved favourable outcomes in infection control and limb salvage, with only one patient (4.2%) requiring a major (at or above-the-ankle) amputation. The mean time to complete or near-complete wound granulation was 5.4 weeks. Of the 12 patients who completed 12 or more months of longitudinal follow up, only 2 (12.2%) had a wound recurrence. In this severe DF infection patient cohort, Dakin's solution led to a clinically meaningful improvement. No remarkable impairment in the wound-healing process was observed.
- Dakin's Solution: Is There a Place for it in the 21st Century?Publication . Duarte, B; Cabete, J; Formiga, A; Neves, JDakin's solution (DS) is a time-honoured antiseptic that still remains part of the wound care armamentarium. In spite of its cytotoxicity, some question its use in the current era. We report the case of a 52-year-old diabetic woman who was admitted for sepsis because of a severely infected diabetic foot. Urgent surgical drainage and debridement left a 9 × 9-cm deep, complex, infected wound with both bone and tendon involvement. Treatment with local negative pressure was unsuccessful. DS was regularly instilled through a tube left in the wound dressing. A marked improvement was observed with this strategy as the wound bed was much cleaner and fully granulated after 6 weeks. No adverse effects were noted. This case debunks the myth that topical antiseptics necessarily impair wound healing. DS can still be considered an option for difficult-to-treat, complex and heavily infected wounds.
- Diabetic Foot Infection: Causative Pathogens and Empiric Antibiotherapy Considerations-The Experience of a Tertiary CenterPublication . Neves, JM; Duarte, B; Pinto, M; Formiga, A; Neves, JMost moderate-to-severe diabetic foot infections (DFIs) require hospitalization with urgent surgical approach and administration of empiric antibiotherapy. To ensure optimal antibiotic coverage, regular microbiological background updates are imperative. The purpose is to characterize the microbiological profile and the antibiotic sensitivity pattern of the DFI causative pathogens isolated within a specialized DFI unit of a tertiary hospital, in order to establish evidence-based policies regarding empirical antibiotic use. A cross-sectional study was conducted. Microbiological cultures and corresponding antibiotic sensitivity tests collected from moderate-to-severe DFIs as a first approach to the hospitalized patient were retrieved and analyzed during a 12-month period. Two groups were analyzed: inpatients that had been previously followed at the diabetic foot clinic of the hospital and inpatients without a previous contact with the hospital services. A total of 125 isolates obtained from 87 patients were deemed for analysis. Globally, a predominance of Gram-positive bacteria was observed (60%). Staphylococcus aureus was the most common pathogen. The global ratio of methicillin-sensitive S aureus to methicillin-resistant S aureus (MRSA) was 1.3:1, with similar findings in both groups. According to the antibiotic sensitivity test results, and within the recommended empiric antibiotic regimens for DFI, piperacillin/tazobactam seems to be the most suitable option. Gram-positive bacteria prevail as the main isolates in DFIs. Screening for MRSA-specific risk factors is mandatory. When going for a first empiric therapy, piperacillin/tazobactam is recommended in this institution, and an anti-MRSA agent should be added early, if necessary. We encourage continuous monitoring for the bacterial prevalence in Portuguese diabetic foot centers as it is paramount for the decision making regarding DFI protocols.