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GEN - Comunicações e Conferências

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  • Hypophosphatemic Rickets: A New Mutation
    Publication . Maio, P; Rocha, S; Mano, L; Francisco, T; Sousa, H; Freixo, J; Abranches, M
    Introduction: Phosphopenic rickets is characterized by hypophosphatemia with hyperphosphaturia, normal calcemia and normal or mildly elevated PTH. This pathology may be caused by mutations in PHEX gene (phosphate regulating endopeptidase homolog X-linked). We present a clinical report of a girl with phosphopenic rickets, as consequence of a new mutation of PHEX gene. Clinical Case: We present a 4-year-old female, with unremarkable family history, who presented with failure to thrive since the first year of life (height at the 5th centile, and with the age of four below 5th centile). Blood tests showed hypophosphatemia (2.4 mg/dL), elevated alkaline phosphatase (495 U/L), normal calcemia, mildly elevated PTH (97.2 pg/mL; RR <68.3) and normal levels of 25(OH)D and 1.25(OH)D vitamins. The radiological study showed bone deformity of the radius and femur. Diagnosis of hypophosphatemic rickets was made and she was medicated with phosphorus and calcitriol. Currently, the patient has no clinical or radiographic signs of rickets, osseous age is according to real age and there was a considerable increase in growth rate (between 25th and 50th centiles). Renal ultrasound shows incipient signs of nephrocalcinosis since she was 9-year-old. The genetic study detected a heterozigous mutation of the PHEX gene: variant c.767_768del (p.Thr256Serfs*7). This variant is not described in the literature or databases. However, since it introduces a premature stop codon that can produce a truncated protein, this is very likely a pathogenic variant. The parent’s genetic study is still in progress. Conclusions: Presently more than 200 mutations in the PHEX gene have been found to cause hypophosphatemic rickets. We describe a new mutation of this gene. Knowledge about new mutations can improve patient’s outcome.
  • Acroparestesias, Diarreia e Dor Abdominal Recorrente – a Importância do “Awareness” no Diagnóstico da Doença Rara
    Publication . Freitas, J; Ferreira, AC; Vieira, JP; Candeias, F; Brito, MJ; Ramos, M; Farela Neves, J; Oliveira, L; Antunes, D; Sequeira, S
    Introdução: A doença de Anderson-Fabry é uma doença hereditária ligada ao cromossoma X causada pela deficiência da enzima lisossomal alfa-galactosidase com acumulação de globotriaosilceramida e comprometimento multissistémico progressivo. No sexo masculino, manifesta-se geralmente na infância e adolescência com acroparestesias, angioqueratomas e sintomas gastrointestinais, evoluindo na idade adulta precoce com complicações cardíacas, neurológicas e renais. Caso clínico: Jovem de 14 anos, sexo masculino, internado por infeção respiratória. Na história clínica constatou-se quadro com cinco anos de evolução de dor abdominal intermitente, diarreia crónica e episódios recorrentes de dor nas mãos e pés, tipo queimadura, agravados pela febre. O tio materno tinha um quadro clínico semelhante. Foi feita investigação reumatológica, gastrointestinal, auto-imune, neurológica e genética, mas foi o “awareness” diagnóstico para esta entidade que motivou o pedido da atividade enzimática da alfa-galactosidase A e confirmou o diagnóstico de doença de Anderson-Fabry. O estudo molecular do gene GLA revelou, em hemizigotia, a mutação c.195-1G>A. O estudo familiar confirmou a doença no tio materno e em mais um familiar do sexo masculino e três do sexo feminino Comentários: O diagnóstico da doença de Anderson-Fabry é frequentemente tardio devido à raridade da doença, inespecificidade das manifestações iniciais e ao vasto espectro de diagnósticos diferenciais. O diagnóstico precoce é importante pela intervenção na progressão da doença com terapêutica enzimática de substituição. O rastreio familiar é fundamental para a detecção de casos pré-sintomáticos e sintomáticos ainda não diagnosticados.
  • Delecção 1p36 – A Síndrome Não Explica Tudo…
    Publication . Fitas, AL; Gonçalves, R; Brito, MJ; Kay, T; Sequeira, S
    Introdução: A criança com co-morbilidade grave é um premente desafio diagnóstico, cujo sucesso depende de uma abordagem multi-disciplinar. A síndrome de delecção 1p36, microdelecção subtelomérica de apresentação clínica pleiotrópica e multissistémica, pode incluir atraso do desenvolvimento psicomotor, alterações cardíacas, neurológicas e gastrointestinais. Caso Clínico: Filha única de pais não consanguíneos, PNV sem vacinação anti pneumocócica, com múltiplos internamentos: choque cardiogénico com miocardiopatia dilatada (3M), sépsis a S. aureus e Streptococcus do grupo G (5M) e várias intercorrencias infecciosas (varicela, gastrenterite, bronquiolite, febre sem foco). Aos 22 meses é reinternada por choque séptico com falência multi-orgânica por Streptococcus pneumoniae (serotipo 23-F), complicada de osteomielite dos ossos do antebraço e abcesso abdominal com necessidade de cirurgia. Pelos antecedentes e gravidade desta sépsis pneumocócica investigou-se eventual imunodeficiência identificando-se asplenia, confirmada por corpos de Howell-Jolly, TC abdominal e laparotomia. Retrospectivamente, para além da miocardiopatia havia má progressão ponderal com dificuldades alimentares, atraso global do desenvolvimento psicomotor, dermatose eczematosa grave e hipereosinofilia (2.410-5.680/uL), investigada por Genética, Infecciologia e Doenças Metabólicas. O cariotipo revelou monossomia da região distal ao locus 1p36 – delecção 1p36. Cintigrafia com MIBG sem evidência de neuroblastoma (risco aumentado pela síndrome). O estudo metabólico foi negativo, à excepção de défice de L-carnitina, pelo que mantem suplementos estando em curso estudo molecular de CPT2 – gene associado a défice de carnitina, na localização 1p32. Quanto à hipereosinofilia, verificou-se IgE aumentada e biopsia óssea normal pelo que iniciou prednisolona 2mg/Kg/dia com resposta favorável, estando estudo molecular específico em curso. Discussão: No fenótipo da síndrome enquadram-se o atraso global do desenvolvimento, a miocardiopatia e dificuldades alimentares. A asplenia, hipereosinofilia e dermatose eczematosa graves, não associadas a esta síndrome e de etiologia ainda a esclarecer podem-se integrar eventualmente na delecção terminal do cromossoma 1. As alterações no cariotipo carecem ainda de caracterização do ponto de quebra centromérico através de array-CGH, teste com maior especificidade para avaliar a tradução clínica dos efeitos individuais e combinados dos genes envolvidos.